Teatro

Pastéis de Nata para Bach


Bach era guloso, por isso, nesta história diz-se que, se não comesse pastéis de nata, não conseguia compor.

À luz das velas, comendo nozes, empunhando uma caneta de pena que é também uma batuta (uma espécie de varinha que os maestros usam), Bach compõe a sua Cantata BMW 147, uma música que torna religiosa até mesmo uma pedra muito surda e teimosa – uma música que parece mesmo que está à procura e que parece mesmo que faz perguntas. E está! E faz! Com a sua peruca de cabelo branquinho e rabo de cavalo, calçando sapatilhas ®All Star, correndo entre a sua mesa de trabalho e o cravo (não a flor assim chamada mas o instrumento musical, o “pai” do piano), Bach escreve, experimenta, escreve mais, experimenta outra vez. Os fi lhos (Bach teve 20 filhos…!) inspiram-no, e ele escreve o seu famoso Minuete em Sol Maior, muito bom para dançar com passinhos levezinhos. Mas talvez o título mais estrambólico de todas as suas obras seja O cravo bem temperado (1726-1744). Bem temperado? Com sal e pimenta? Ou com açúcar e canela, como se costuma fazer aos pastéis de nata? Bach era guloso. Por isso, para esta história, Teresa Gafeira e Pedro Proença inventaram que ele comia pastéis de nata e que não conseguia compor música sem comer esses pastéis.

Johann Sebastian bach (1685-1750) é considerado “o Shakespeare da música clássica”, ou seja, o mais glorioso compositor de todos os tempos. Organista (tocador de órgão), depois mestre-de-capela (director de um coro de igreja), foi o mais importante compositor de uma longa dinastia (pessoas célebres que pertencem à mesma família) de músicos. A sua música é linda, enérgica, muitas vezes comovente.

ONDE? Teatro M. Joaquim Benite, Almada
QUANDO? Dia 22 de fevereiro, às 16h, dia 23 às 11h e às 16h, dia 25 às 16h
PARA QUEM? M/3
PREÇO: 10€
* Bilhetes à venda em: https://cta.bol.pt/Comprar/Bilhetes/85108-pasteis_de_nata_para_bach-t_m_joaquim_benite/?fbclid=IwAR1ypayOE03ISoqVEij1KVs-5780CGCV_uTW-ji6BErRP3jHvdjIT9aWoxA


Leave a Comment